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JORNAL DO COMMÉRCIO (Recife/PE) - Com promessa de governar com 'notáveis', Temer tem governo encurralado, avaliam analistas políticos.

21/06/17
Há um ano, a pedista Dilma Rousseff era afastada da Presidênciae o seu vice, Michel Temer (PMDB) assumia o mais alto posto da Nação. O peemedebista exaltava o compromisso de fazer um governo de "notáveis" e ser a solução para a cambaleante economia, além de gerar empregos. Temer se vendia como a "ponte para o futuro", como defendiam os aliados, Mas, no dia 17 de maio, a solução virou problema. Os áudios vazados pelo empresário Joesley Batista, da JBS, mostraram a relação escusa do poder. A economia embicou e a pressão em torno da renúncia aumentou. "Não renunciarei", esbravejou Temer, em seu pronunciamento um dia após o vazamento.

Para analistas políticos, a situação de Temer é irreversível. A dúvida reside na duração que o processo pode levar. Mesmo que ele consiga sair ileso do processo judicial, que ele pediu ao STF para anular, ficam as marcas políticas. Tendo ou não cortes, o áudio mostra a estreita relação de um presidente da república com um empresário que está na mira de quatro investigações diferentes por fraudes. (...)
O professor de processo penal da USO, Gustavo Badaró avalia que não há perspectiva de mudança a curto prazo. "Isso vai exigir algum tempo, seja por força de um processo criminal, porque existiria conclusão da investigação, uma denúncia contra ele ou uma autorização da Câmara dos Deputados para que ele seja processado e o recebimento da denúncia feita pelo STF, para só então ele ser afastado ou mesmo por um processo de impeachment, que a gente tem de memória aí que levou, pelo menos, alguns meses".

Badaró avalia que a chance de Temer deixar o Planalto não é pela renúncia, mas por questões jurídicas. "Seja num processo criminal ou num impeachment. Mas, certamente, isso não vai acontecer num período rápido. Serão necessários alguns meses até que isso aconteça. O dramático disso é que o País fica como uma nau sem rumo", diz.

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